Marketing

Efeito Copa do Mundo 2026: como as marcas transformam atenção em divulgação espontânea

3 min de leitura Copy Studio

O Brasil não sedia um jogo sequer da Copa do Mundo de 2026, mas virou o território mais disputado pelas marcas no torneio. Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a guerra de experiência acontece aqui — em parques, metrôs, aeroportos e arenas.

  • por que o Brasil concentra tantas ativações mesmo sem sediar jogos;
  • como as experiências já nascem pensadas para virar conteúdo;
  • o tamanho das ações de iFood, Brahma e Coca-Cola;
  • por que o objetivo nem sempre é vender no dia;
  • o aprendizado que serve para qualquer negócio.

O Brasil como palco das ativações

Nenhum outro mercado reúne tantas ativações de marca para o torneio ao mesmo tempo. Com o país inteiro de olho no mesmo lugar, as marcas aproveitam essa atenção concentrada para criar experiências presenciais que colam o consumidor na marca durante semanas — boa parte delas antes mesmo de a bola rolar.

Experiências que já nascem para virar conteúdo

O mais interessante é como essas ações são desenhadas: elas já nascem pensadas para virar conteúdo. No maior show de drones já feito no Maracanã, o iFood criou uma plataforma para cada torcedor achar a própria imagem na arquibancada e postar. A Coca-Cola pôs no metrô uma máquina que fotografa o passageiro, transforma em figurinha e envia por WhatsApp para ser compartilhada. O torcedor entra como divulgador espontâneo.

iFood, Brahma e o tamanho das ativações

O iFood fez o maior show de drones já realizado no Maracanã — 1.200 deles formando um Canarinho gigante no céu. A Brahma montou arenas de mais de 15 mil m² em cinco capitais ao mesmo tempo. É escala de Copa para um país que não recebe um único jogo.

O objetivo nem sempre é vender no dia

Por que o iFood gastaria tanto num show de drones? Segundo a própria empresa, mais de 50% dos brasileiros não sabiam que ela é brasileira. O futebol virou a alavanca para mudar essa percepção. A ativação parou de mirar só a venda do dia e passou a mexer no que o público pensa da marca.

Do gratuito ao premium

O alto padrão também entrou em campo: barbearias temáticas, lounges privados e camarotes com open bar. Da arquibancada gratuita ao jantar exclusivo, cada marca desenhou uma experiência sob medida para o seu público.

O que qualquer negócio pode aprender

O que essas marcas mostram serve para qualquer negócio: aproveitar um momento de atenção coletiva pede que se crie algo que as pessoas queiram viver e compartilhar. Quando o seu cliente vira divulgador, o alcance deixa de depender só da mídia paga — e a marca cresce no boca a boca que ela mesma projetou.

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