Se o Google ganha bilhões com a busca exatamente do jeito que ela sempre foi… por que mudar tudo agora?
O que aconteceu
O Google anunciou a maior mudança da busca em 25 anos. A caixinha de pesquisa agora funciona praticamente como um chatbot: entende perguntas longas, aceita arquivos e imagens, e conversa com você em linguagem natural.
O motivo
O jeito de pesquisar mudou. Hoje a gente convive com ChatGPT, Claude e IA para tudo — e a expectativa do que uma “busca” deve fazer subiu junto. A barra de pesquisa de antes começou a parecer limitada perto do que já fazemos conversando com uma IA.
E o próprio Google entregou o jogo
O VP de busca foi direto: “Queremos ampliar a percepção das pessoas sobre tudo o que a busca pode fazer.”
Repare na palavra. Percepção. Ela é deles, não nossa. O desafio que o Google admite ter não é de tecnologia — é de como as pessoas enxergam o produto.
E onde uma marca trabalha percepção?
Na comunicação.
Repare nos anúncios do Google no TikTok: vídeos com cara de criador de conteúdo, pessoas comuns usando a IA deles no dia a dia. Nada de comercial institucional engomado.
A mensagem por trás não é “use o Google”. É “o Google também é IA”. Quando o posicionamento de uma marca muda de verdade, os anúncios mudam primeiro.
A lição para a sua marca
Posicionamento não é o que você diz que é. É o que a sua comunicação mostra, todo dia, em cada anúncio e cada post.
Se até o Google precisa reeducar a percepção do público sobre o que ele faz, imagine a sua empresa. A diferença entre ser percebido pelo valor real que você entrega — ou ser ignorado — está na consistência da sua comunicação.